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A Quinta da Veiga encontra-se situada dentro da Região Demarcada do Douro e dentro da parte classificada como Zona Património da Humanidade.
A Quinta da Veiga encontra-se situada na margem direita do Rio Douro, no lugar do Ferrão (localizado entre a Régua e o Pinhão). A sua total exposição a Sul, confere-lhe uma óptima aptidão para a qualidade dos seus vinhos. A Quinta tem uma dimensão de 50 hectares, dos quais 25 ha encontram-se cultivados com vinha, sendo parte da sua produção destinada a vinho do Porto e parte para vinho tinto de mesa, denominado “ Vinho de Quinta”. De momento, produzem-se 3 tipos de vinho: Murzelo, Casa das Mouras e Cerro das Mouras.

A vinha está dividida em talões homogéneos por castas, atingindo a Touriga Nacional cerca de 50%, sendo as outras castas a Touriga Francesa, a Roriz e a Tinta Barroca. Esta possibilidade de talhões permite a vinificação por castas e uma grande flexibilidade na feitura de lotes. Todos os vinhos da Quinta estagiam em barricas de carvalho americano e sobretudo francês. O estágio do vinho entre a colheita e a respectiva comercialização, é de 2 anos. È de salientar a preocupação da qualidade que vai desde a fase de produção da uva, passando pela escolha no momento de entrada na Adega, até ao processo de vinificação e estágio – quer na madeira, quer em garrafa. Em termos de imagem, é igualmente estratégia da Quinta da Veiga ter uma preocupação em termos da divulgação e apresentação dos seus vinhos, isto é na composição dos seus rótulos. Assim a composição dos rótulos dos vinhos da Quinta da Veiga são desenvolvidos por artistas de renome. Dispõe ainda de um vasto olival e pomares sobretudo de citrinos. Um dos Pomares é muralhado e está classificado.

A Quinta da Veiga é formada por um aglomerado de pequenas quintas, cada uma dispondo de diversas casas – armazéns e lagares, todos eles do sec. XVIII. Distinguem-se dois conjuntos pela sua dimensão e interesse.


Um aglomerado de casas está já recuperado e é nelas que está instalada a Adega. Conhecido como as Mouras, baseia-se na recuperação dos edifícios da época pré – filoxera. Está equipada com o que há de tecnologicamente mais avançado para os processos de vinificação, muito especialmente no que se refere ao sistema de refrigeração e aquecimento dos vinhos.
O conjunto mais extenso, denominado Veiga era originalmente composto por edifícios do sec XVIII – um grande armazém, casa do caseiro com dois pisos e duas casas – lagares. Foi adaptado a um Turismo em Espaço Rural, tendo-se acoplado à parte antiga , uma ala nova. Dispõe de 8 quartos, sala de jantar, salão, sala de TV, sala de leitura, sala de jogos e um pequeno espaço para um “business centre”. Dispõe de piscina e futuramente de um campo de ténis.
Talvez o conjunto mais interessante seja o do Murzelo (Casa do Mário do Forno), que está ainda por recuperar e apresenta uma desvantagem que é de difícil acesso. Só após este problema estar resolvido é que será viável o seu aproveitamento. Saliente-se o enquadramento paisagístico desta zona que é de grande qualidade.
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