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Turismo em Espaço Rural

A Casa de Turismo em Espaço Rural resulta, como já referido, de uma intervenção numa construção pré - existente. Os edifícios pré - existentes, todos em xisto e de arquitectura tradicional eram compostos por uma habitação, 2 lagares e um armazém. Para além destes, existiam igualmente lojas agrícolas, mas de construção mais recente.

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A intervenção consistiu na recuperação dos edifícios pré - existentes e na remodelação da construção mais recente, despojada de interesse arquitectónico.

Como tal, a intervenção nos edifícios em xisto, resultou da conservação dos mesmos e da sua linguagem – revestimento em xisto, existência de aberturas (janelas e portas para o exterior), entre outros –, assim como a manutenção dos espaços interiores de forma ax não deturpar a sua memória e passado. Entre a parte da Casa alvo de recuperação e a parte sujeita a remodelação, o objectivo final passou por dotar toda a Casa de uma unidade em termos do tratamento das fachadas e uma harmonia dos seus espaços interiores. Assim, na zona sujeita a remodelação, e apesar de apresentar um tratamento de fachada que se destaca da pré - existência pelo facto de ser um corpo branco, houve uma preocupação de incorporar certos elementos e características de arquitectura tradicional duriense. Entre estes, podemos referir a localização de portas e janelas ‘emolduradas’ por pedras de granito, e que são o prolongamento das aberturas dos edifícios revestidos a xisto, ou a existência de volumes forrados a xisto, que se integram nas características da construção pré - existente.

Pretendeu-se dotar todo o edifício de uma forte unidade e de uma linguagem estética comum, transmitindo-se esta não só no seu exterior mas também na organização dos espaços interiores.

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A Casa é composta por dois pisos, encontrando-se esta ‘encaixada’ no terreno natural, permitindo ter acesso à mesma, quer pela frente, que está orientada para o Rio (piso 0), quer pela fachada oposta (piso 1).

A entrada principal é feita pelo piso superior, sendo este exclusivamente constituído pela Recepção da Casa de Turismo em Espaço Rural e por um corredor que dá acesso aos 8 quartos. Os quartos são todos quartos duplos e com instalação sanitária, apresentando uma área que oscila entre o 21m2 e 25m2 , com excepção de um que apresenta uma área aproximada de 46m2. Dos 8 quartos, 7 encontram-se orientados para o Rio, permitindo usufruir de uma magnífica vista sobre o vale do Douro.

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O Piso 0, é composto, na parte pré - existente e que foi mantida, pelos mesmos espaços que outrora apresentava, tendo estes sido reconvertidos no seu uso. Com tal, os antigos lagares são utilizados como Business Centre e uma sala de jogo e de leitura, assim como a escada de ferro e madeira, que faz a ligação entre os dois pisos da Casa. Na antiga habitação e armazém, os respectivos espaços deram lugar a uma sala de estar e a um grande salão, que é o espaço central da Casa.

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Ainda no piso 0, mas já na parte ‘nova’, ou seja a zona sujeita a uma grande remodelação interior e exterior, o espaço é constituído pelas Instalações Sanitárias dos Hóspedes e pela Sala de Refeições. Para além destes espaços, funciona, de forma autónoma a Zona de Serviço. Esta é constituída pela cozinha, por uma casa de banho, arrecadações e garrafeira. A zona de serviço tem uma ligação directa à Sala de Refeições, assim com ao piso dos quartos que é feito por uma escada de serviço. Pretendeu-se assim a existência de fluxos que não se cruzassem de forma a garantir um eficiente funcionamento

Dado que as zonas sociais se localizam no piso 0, todas as salas tem uma ligação directa para o exterior quer através de janelas quer de portas. Como tal pretendeu-se privilegiar a relação do interior com o exterior e a sua envolvente. O espaço exterior e adjacente às salas do piso 0 é caracterizado por um amplo terraço delimitado por um pequeno muro de xisto, que tem como por objectivo ser o prolongamento do espaço interior (zona de estar e zona exterior de apoio à sala de refeições). Este terraço prolonga-se ao longo de toda a Casa, permitindo aos Hóspedes poderem usufruir do mesmo e das vistas em redor.

Os espaços exteriores da Casa de Turismo em Espaço Rural da Quinta da Veiga, assentam sobre três premissas fundamentais: a coerência com a linguagem estética do edifício e o entendimento da organização dos seus fluxos, usos e funções interiores; a formulação de espaços conceptualmente plurais, adequados á vivência de cada um; e o evidenciar das relações perspéticas com a paisagem envolvente da Quinta da Veiga e do Vale do Douro.

As áreas envolventes mantém uma relação muito próxima com as vinhas que compõem a área agrícola. No entanto, entendeu-se utilizar uma linguagem de construção associada à região, recorrendo a muros de xisto aparelhado para armar terraços plantados e a espécies vegetais ornamentais e autóctones representativas.

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